Creatina além da musculação: como esse suplemento pode contribuir para a cognição e a força na menopausa

Quando se fala em creatina, a primeira imagem que costuma aparecer é a de academia, musculação e ganho de massa muscular.

De fato, a creatina é um dos suplementos nutricionais mais estudados para desempenho físico. Porém, nos últimos anos, pesquisadores passaram a investigar também seu possível papel em outras áreas, incluindo saúde muscular, envelhecimento e função cognitiva.

Esse assunto ganhou relevância especialmente para as mulheres durante e após a menopausa.

Isso acontece porque o envelhecimento e a transição menopausal estão associados a mudanças na composição corporal, redução progressiva da massa e força muscular e alterações relacionadas à saúde óssea. Ao mesmo tempo, algumas mulheres relatam dificuldades de concentração, esquecimentos e a chamada “névoa mental” durante a transição menopausal.

A creatina, portanto, passou a ser estudada como uma possível ferramenta complementar dentro de uma estratégia mais ampla de alimentação adequada e atividade física.

Mas existe uma diferença importante entre potencial terapêutico e benefício comprovado.

As evidências atuais são mais consistentes para força e desempenho físico do que para cognição. Uma revisão sistemática e meta-análise de 2024 encontrou benefícios modestos da creatina em memória, atenção e velocidade de processamento, mas não encontrou melhora significativa em todos os domínios cognitivos.

Por isso, vale entender o que a ciência realmente mostra.

O que é a creatina?

A creatina é uma substância naturalmente presente no organismo.

Ela é produzida principalmente a partir de aminoácidos e também pode ser obtida por meio da alimentação, especialmente através de alimentos de origem animal.

Grande parte da creatina corporal está armazenada nos músculos, onde participa do sistema responsável pela rápida produção de energia.

Uma pequena quantidade também está presente em outros tecidos, incluindo o cérebro.

O suplemento mais estudado cientificamente é a creatina monohidratada.

Ela é utilizada há décadas em pesquisas sobre exercício, força e desempenho físico.

Como a creatina funciona?

Para entender por que a creatina pode interessar às mulheres depois dos 45 anos, é útil compreender seu papel na produção de energia.

As células utilizam uma molécula chamada ATP como fonte imediata de energia.

Durante atividades que exigem esforço, o ATP é consumido rapidamente.

A creatina participa de um sistema que ajuda a regenerar ATP em determinadas situações, permitindo que a célula tenha acesso mais rápido à energia.

Nos músculos, isso pode contribuir para a capacidade de realizar exercícios de alta intensidade.

No cérebro, a creatina também participa do metabolismo energético.

É justamente essa função que despertou interesse dos pesquisadores em relação à cognição.

Por que a creatina ganhou atenção durante a menopausa?

A menopausa não é apenas uma mudança relacionada ao ciclo menstrual.

A transição hormonal ocorre simultaneamente a diversas mudanças fisiológicas.

Entre elas, podem ocorrer alterações na composição corporal, na massa muscular, na distribuição de gordura e na saúde óssea.

A preservação da força muscular passa a ser especialmente importante porque músculos mais fortes ajudam na realização das atividades do cotidiano e contribuem para a manutenção da independência ao longo do envelhecimento.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2026 analisou especificamente estudos de creatina monohidratada em mulheres pós-menopáusicas e avaliou massa magra, força, densidade óssea, função física e segurança.

Isso mostra como o assunto deixou de ser exclusivamente relacionado ao esporte.

Creatina pode ajudar na força muscular?

Aqui está uma das áreas em que a evidência é mais interessante.

A creatina pode aumentar a disponibilidade de energia para esforços musculares de alta intensidade.

Quando combinada com treinamento de resistência, isso pode favorecer ganhos de força e desempenho.

Em mulheres, porém, a literatura ainda é menor do que aquela disponível em homens.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 avaliou 27 estudos envolvendo mulheres fisicamente ativas. Os resultados mostraram benefícios em alguns estudos de força e potência, embora os resultados não tenham sido uniformes e a qualidade metodológica tenha variado.

Isso significa que a creatina não funciona da mesma maneira para todas as pessoas.

A resposta pode depender do nível de treinamento, alimentação, idade, composição corporal e outros fatores.

E quando a mulher está na menopausa?

Essa é uma das áreas mais interessantes da pesquisa atual.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2026 avaliou especificamente mulheres pós-menopáusicas e concluiu que a creatina pode apresentar benefícios para alguns resultados relacionados à massa magra e força, especialmente quando associada ao treinamento de resistência.

Por outro lado, os resultados relacionados à densidade mineral óssea não permitem afirmar que a creatina seja um tratamento para osteoporose.

Isso é importante.

Creatina não substitui exercícios de força, cálcio, vitamina D, alimentação adequada ou tratamento médico quando existe perda óssea.

Creatina aumenta massa muscular sozinha?

Não devemos pensar na creatina como um substituto do exercício.

O maior benefício muscular tende a aparecer quando ela é utilizada como parte de uma estratégia que inclui treinamento adequado.

O exercício de resistência fornece o estímulo necessário para adaptação muscular.

A creatina pode ajudar o organismo a lidar melhor com esforços de alta intensidade e, consequentemente, contribuir para o desempenho durante o treinamento.

Por isso, para uma mulher que deseja preservar força após os 45 anos, a combinação mais interessante tende a ser:

  • alimentação adequada;
  • ingestão suficiente de proteínas;
  • treinamento de força;
  • sono adequado;
  • atividade física regular;
  • e, quando apropriado, suplementação orientada.

E a cognição? A creatina realmente ajuda o cérebro?

Essa é a parte mais interessante — e também a que exige mais cautela.

O cérebro possui uma demanda energética elevada.

Como a creatina participa do metabolismo energético celular, pesquisadores levantaram a hipótese de que aumentar a disponibilidade de creatina poderia influenciar determinados aspectos da função cerebral.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024 analisou 16 ensaios clínicos randomizados, envolvendo 492 participantes.

Os pesquisadores encontraram efeitos positivos principalmente sobre memória e alguns indicadores relacionados à atenção e velocidade de processamento.

Por outro lado, não houve melhora significativa em todos os aspectos da cognição, como a função cognitiva global e a função executiva. A certeza das evidências também variou entre os diferentes resultados.

Portanto:

há sinais promissores, mas ainda não podemos dizer que creatina seja um “suplemento para inteligência” ou um tratamento para perda de memória.

O que estudos em pessoas mais velhas mostram?

Uma revisão sistemática publicada em 2026 analisou especificamente a relação entre creatina e cognição em adultos mais velhos.

Foram incluídos seis estudos, envolvendo 1.542 participantes, dos quais aproximadamente 56% eram mulheres.

Cinco dos seis estudos encontraram alguma associação positiva entre creatina e cognição, especialmente em memória e atenção.

Entretanto, os próprios autores destacaram que a quantidade de estudos ainda é limitada e que são necessários ensaios clínicos de maior qualidade para confirmar esses possíveis benefícios.

Isso é particularmente relevante para o público do Nutravia.

A pesquisa está avançando, mas ainda não existe evidência suficiente para afirmar que toda mulher na menopausa deveria tomar creatina para proteger o cérebro.

Existe pesquisa específica em mulheres na menopausa?

Sim.

Um ensaio clínico publicado recentemente investigou diferentes formas de creatina em mulheres na perimenopausa e pós-menopausa.

O estudo CONCRET-MENOPA envolveu 36 mulheres com média de idade próxima aos 50 anos e avaliou, durante oito semanas, diferentes estratégias de suplementação com creatina e um grupo placebo.

O estudo é interessante porque foi desenvolvido especificamente para essa população.

Porém, o tamanho da amostra foi pequeno e a duração foi relativamente curta.

Isso significa que seus resultados são úteis para a pesquisa, mas não são suficientes para estabelecer uma recomendação universal.

Por que isso importa?

Porque estudos pequenos podem encontrar resultados interessantes que posteriormente não se confirmam em pesquisas maiores.

É por isso que uma boa orientação sobre suplementos deve considerar o conjunto da literatura, e não apenas um estudo isolado.

A creatina pode ajudar na “névoa mental” da menopausa?

Algumas mulheres relatam durante a transição menopausal:

  • dificuldade de concentração;
  • esquecimentos;
  • dificuldade para encontrar palavras;
  • sensação de lentidão mental;
  • dificuldade de manter atenção.

Esse conjunto de queixas costuma ser chamado informalmente de “brain fog” ou névoa mental.

Pesquisas recentes mostram que alterações cognitivas subjetivas podem ocorrer durante a menopausa, embora a relação entre percepção dos sintomas e desempenho em testes objetivos seja complexa.

A creatina é uma possibilidade que vem sendo estudada nesse contexto, mas ainda não podemos afirmar que ela seja capaz de eliminar a névoa mental.

Inclusive, uma revisão sistemática de 2024 encontrou resultados inconsistentes em diferentes domínios cognitivos.

Portanto, se uma mulher apresenta dificuldade de concentração persistente, é importante considerar também fatores como:

  • qualidade do sono;
  • estresse;
  • ansiedade;
  • depressão;
  • alimentação;
  • sedentarismo;
  • medicamentos;
  • alterações hormonais;
  • deficiência de determinados nutrientes;
  • outras condições de saúde.

Creatina protege os ossos?

Essa é outra questão que merece cuidado.

A creatina vem sendo estudada em relação à saúde musculoesquelética porque força muscular, atividade física e saúde óssea estão interligadas.

Porém, os resultados disponíveis ainda não permitem dizer que a creatina isoladamente previne osteoporose.

A revisão de 2026 em mulheres pós-menopáusicas não encontrou evidência robusta de benefício sobre densidade mineral óssea.

Portanto, não seria correto substituir os cuidados tradicionais com os ossos por creatina.

Para a saúde óssea, continuam sendo importantes:

  • exercícios de força;
  • atividades com sustentação de peso;
  • alimentação adequada;
  • ingestão suficiente de cálcio;
  • vitamina D quando necessária;
  • evitar o tabagismo;
  • moderação no consumo de álcool;
  • avaliação médica quando houver fatores de risco.

Qual é a creatina mais estudada?

A creatina monohidratada é a forma com maior histórico de pesquisa.

Ela é relativamente simples, amplamente estudada e costuma ser a referência utilizada nos ensaios clínicos.

Existem outras formas comercializadas, como:

  • creatina hidrocloridrato;
  • creatina etil éster;
  • creatina tamponada;
  • outras formulações.

Porém, o fato de um produto possuir uma formulação diferente não significa automaticamente que seja superior.

Para quem está avaliando suplementação, vale priorizar produtos com composição claramente identificada e procedência confiável.

Qual dose costuma ser estudada?

Em pesquisas com creatina monohidratada, uma estratégia bastante utilizada é a suplementação diária de aproximadamente 3 a 5 gramas.

Uma fase de “carregamento” com doses maiores não é obrigatória para obter os benefícios relacionados à saturação muscular.

Uma posição da International Society of Sports Nutrition descreve doses diárias de 3 a 5 g como eficazes e considera que uma fase de carregamento não é necessária.

Mas isso não significa que essa seja automaticamente a dose ideal para todas as mulheres.

A indicação deve considerar alimentação, atividade física, condições de saúde, medicamentos e objetivo da suplementação.

É preciso fazer “ciclo” de creatina?

Não existe necessidade geral de fazer ciclos obrigatórios de uso e pausa para obter os benefícios estudados.

A creatina é pesquisada justamente como uma suplementação de uso contínuo em determinadas situações.

Ainda assim, duração, dose e necessidade devem ser individualizadas.

Não existe vantagem em tomar quantidades excessivas simplesmente porque uma dose maior parece mais “potente”.

Creatina causa retenção de líquido?

A creatina pode aumentar a quantidade de água dentro das células musculares, especialmente no início da suplementação.

Isso é diferente de afirmar que ela necessariamente provoca inchaço generalizado.

O aumento de água intracelular pode contribuir para uma pequena elevação do peso corporal, principalmente no começo.

Esse fenômeno não significa aumento de gordura.

A literatura científica não sustenta a ideia de que a creatina simplesmente “engorde” por aumentar a gordura corporal.

Creatina causa problemas nos rins?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

Em pessoas saudáveis, o conjunto da literatura não demonstra que doses usuais de creatina causem lesão renal.

Porém, existe uma particularidade importante: a creatina pode elevar a concentração de creatinina no sangue, porque a creatinina está relacionada ao metabolismo da creatina.

Isso pode complicar a interpretação de alguns exames laboratoriais.

Uma meta-análise publicada em 2025 encontrou um aumento modesto da creatinina sérica, mas não encontrou diferença estatisticamente significativa na taxa de filtração glomerular.

Uma análise ainda mais recente, publicada em 2026, também encontrou aumento da creatinina sérica sem alteração significativa de marcadores mais específicos de função renal, sugerindo que parte da alteração pode refletir o metabolismo da creatina e não necessariamente uma lesão renal.

Mesmo assim, pessoas com doença renal ou fatores de risco não devem iniciar suplementação por conta própria.

Quem deve conversar com um profissional antes de usar?

A orientação profissional é especialmente importante para quem:

  • possui doença renal;
  • tem alterações nos exames dos rins;
  • utiliza medicamentos que podem afetar a função renal;
  • possui doenças crônicas importantes;
  • utiliza diversos medicamentos;
  • está em acompanhamento médico;
  • está grávida ou amamentando;
  • possui histórico clínico que exija cuidados específicos.

Também é importante informar ao médico que utiliza creatina antes de realizar exames laboratoriais.

Creatina substitui uma alimentação adequada?

Não.

Esse é um ponto fundamental.

Creatina é suplemento — e o próprio nome já explica sua função.

Ela deve complementar uma alimentação adequada, não compensar uma dieta pobre em proteínas, frutas, verduras, legumes e outros alimentos importantes.

Uma mulher pode consumir creatina todos os dias e ainda assim apresentar uma alimentação inadequada.

Para preservar força e saúde durante a menopausa, o conjunto de hábitos continua sendo muito mais importante.

E quem não faz musculação?

A creatina não precisa ser vista exclusivamente como um suplemento para fisiculturistas.

Porém, seus benefícios musculares tendem a ser mais relevantes quando existe algum estímulo de treinamento.

Uma mulher que não pratica nenhuma atividade física não deveria pensar na creatina como substituta do exercício.

Nesse caso, provavelmente seria mais importante começar com uma rotina progressiva de atividade física, especialmente exercícios de força quando forem apropriados.

A creatina pode ser discutida posteriormente como uma possível ferramenta complementar.

Vegetarianas e veganas podem responder de maneira diferente?

Esse é um tema interessante.

Como boa parte da creatina da dieta vem de alimentos de origem animal, pessoas que consomem pouca ou nenhuma carne podem apresentar ingestão dietética menor de creatina.

Algumas pesquisas sugerem que determinados grupos com menor ingestão alimentar podem apresentar respostas cognitivas mais perceptíveis à suplementação.

Uma revisão sistemática de ensaios clínicos observou, por exemplo, resultados favoráveis em memória e levantou a possibilidade de respostas diferentes entre vegetarianos e consumidores de carne.

Isso não significa que toda vegetariana precise suplementar.

Mas é uma questão que pode ser interessante discutir individualmente com um nutricionista ou médico.

Creatina e alimentação na menopausa

Uma alimentação equilibrada continua sendo a base.

Algumas fontes alimentares de creatina incluem:

  • carne bovina;
  • frango;
  • peixe;
  • frutos do mar.

Entretanto, a quantidade disponível nos alimentos é variável.

Além disso, pessoas que não consomem produtos de origem animal podem ter menor ingestão dietética de creatina.

Por isso, quando existe indicação de suplementação, a creatina pode ser utilizada independentemente da dieta.

O que realmente importa para preservar força depois dos 45?

É fácil transformar a creatina na estrela da história.

Mas, olhando para o conjunto de evidências, existe uma hierarquia mais interessante.

Primeiro:

movimentar o corpo.

Depois:

treinar força.

Em seguida:

alimentar-se adequadamente.

E, quando fizer sentido:

considerar suplementos.

A creatina pode ser uma ferramenta interessante dentro desse conjunto.

Ela não substitui nenhum dos pilares anteriores.

Olhar da Redação: a creatina não precisa ser “milagrosa” para ser interessante

Na nossa visão, a parte mais interessante da creatina para mulheres depois dos 45 não está em promessas de academia ou em uma suposta “pílula para a memória”.

O verdadeiro potencial está em algo mais simples: ajudar a preservar capacidade física enquanto o corpo passa por uma fase de mudanças.

Força muscular é independência.

É conseguir levantar de uma cadeira, carregar compras, subir escadas, caminhar e continuar realizando as atividades do cotidiano com confiança.

Se a creatina ajudar uma mulher a treinar melhor e preservar força, isso já pode ser um benefício relevante.

A possível relação com cognição é igualmente interessante, mas ainda está em investigação. Os estudos mais recentes apresentam sinais promissores, principalmente para memória e alguns aspectos da atenção, porém ainda existem limitações importantes.

Por isso, preferimos enxergar a creatina como uma ferramenta possível dentro de uma estratégia maior, e não como a solução central para os desafios da menopausa.

E esse talvez seja o ponto mais importante: antes de pensar em comprar um suplemento, vale perguntar se a base já está sendo feita.

A mulher está se movimentando?

Está fazendo algum treinamento de força?

Está consumindo proteínas suficientes?

Está dormindo bem?

Está cuidando da alimentação?

Se a resposta for “não” para quase tudo, provavelmente existem ganhos muito maiores a serem obtidos antes de colocar a creatina no centro da rotina.

Conclusão

A creatina deixou de ser um suplemento associado exclusivamente à musculação.

Hoje, pesquisadores investigam seu possível papel na força muscular, composição corporal, envelhecimento e função cognitiva.

Para mulheres na menopausa, o interesse é particularmente relevante porque essa fase da vida coincide com mudanças que tornam a preservação da força e da capacidade funcional cada vez mais importantes.

As evidências atuais indicam que a creatina, especialmente quando associada ao treinamento de resistência, pode contribuir para alguns resultados relacionados à força e ao desempenho muscular. Estudos recentes especificamente em mulheres pós-menopáusicas reforçam esse potencial, embora ainda existam limitações na literatura.

Em relação à cognição, os resultados são promissores, especialmente para memória, mas ainda não são suficientes para afirmar que a creatina previne problemas cognitivos ou elimina a chamada névoa mental da menopausa.

Portanto, a melhor maneira de enxergar a creatina é como uma possível ferramenta complementar, e não como um tratamento ou suplemento obrigatório.

Antes de iniciar o uso, especialmente em caso de doença renal, uso de medicamentos ou outras condições de saúde, vale conversar com um profissional qualificado.

Aviso importante

Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educativa e não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação individual de médico, nutricionista ou outro profissional de saúde qualificado.

A creatina é um suplemento e não deve ser utilizada para substituir alimentação equilibrada, atividade física, tratamento médico ou medicamentos prescritos.

Embora a creatina monohidratada apresente amplo histórico de pesquisa e seja geralmente bem tolerada em adultos saudáveis, pessoas com doença renal, alterações de função renal, uso de determinados medicamentos ou outras condições clínicas devem buscar orientação profissional antes da suplementação. Além disso, a creatina pode alterar os níveis de creatinina em exames laboratoriais, o que deve ser informado ao profissional responsável pela avaliação.

Não inicie doses elevadas nem utilize suplementos por conta própria com o objetivo de tratar sintomas da menopausa ou problemas de memória.

Referências

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  • Marshall S, Kitzan A, Wright J, Bocicariu L, Nagamatsu LS. Creatine and Cognition in Aging: A Systematic Review of Evidence in Older Adults. Nutrition Reviews, 2026.
  • Tam R, Mitchell L, Forsyth A. Does Creatine Supplementation Enhance Performance in Active Females? A Systematic Review. Nutrients, 2025.
  • Creatine monohydrate for lean mass, strength, and bone density in postmenopausal women: a systematic review and meta-analysis, 2026.
  • Nutritional Supplementation Combined with Exercise for Musculoskeletal Health in Women: systematic review and meta-analysis, 2026.
  • Effects of Creatine Supplementation on Renal Function: systematic review and meta-analysis.
  • Effect of creatine supplementation on kidney function: systematic review and meta-analysis, BMC Nephrology, 2025.
  • Impact of creatine supplementation on kidney health: systematic review and meta-analysis, 2026.
  • The Menopause Society. Informações educativas sobre menopausa, sintomas e saúde durante a transição menopausal.

Nutravia — Saúde, nutrição e bem-estar para mulheres 45+.

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